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28/02/2017 00:00:00

Os desafios do Engenheiro de Produção no mercado de trabalho

Autor: Felipe Villamayor

Uma carreira que não está entre as mais cobiçadas das profissões, mas que tem um grande percentual de participação em vários processos, etapas e gestão de pessoas em grandes empresas e indústrias. Se você leitor pensou em Recursos Humanos (RH), está enganado, trata-se do Engenheiro de Produção. Graduação muito solicitada na região Sudeste e demais partes do Brasil, e que cada dia que passa ganha seu espaço no mercado de trabalho.

Com grande leque de opções de áreas para trabalhar, o engenheiro de produção encontra um campo vasto de obrigações dentro das etapas de quaisquer empresas. Mas que encontra na região do Centro-Oeste do país o seu maior desafio da profissão que é fazer com que os empresários entendam o real objetivo e função da profissão.  “Toda grande empresa, indústria ou construção civil, que tem parte em gerenciamento de projeto ou de etapa de produção tem um engenheiro de produção responsável. Entender qual é a função dele, que é de reduzir custos, acelerar processo, fazer com eficiência e qualidade, isso na região do Centro Oeste grande, parte empresarial não dá o entendimento à importância do engenheiro de produção”, lamentou o professor Wendel da Silva Pereira e Souza.

Mesmo com essa pequena participação no mercado de trabalho, o engenheiro de produção sempre estará em alta. Segundo o professor Wendel, esta profissão não depende de sazonalidade ou algum ramo especifico. “No Brasil ela só perde para o número de vagas no mercado de trabalho, mas que ganha no leque em opções de áreas”, completou, “tudo que tem etapas, processos e gestão de pessoas, tem uma profissional.  Já é possível vê-los em Bancos, Hospitais, dentro de Fórum, e onde mais tem etapa processo de produção”, destacou.

Com tantas áreas de atuação, é importante o profissional atentar-se para adaptação e conhecer bem toda questão operacional, gestão e produção da empresa de atuação. Para a recém-formada, e gestora do processo de criação e abatedouro de peixes em Paranaíta, Solange Pappem, foi um grande desafio o fator de conhecer o modo de trabalho local e aplicar as teorias empreendidas em sala de aula. “Foi desafiador conhecer e adaptar-me à empresa que trabalho, isso como engenheira, tenho que conhecer todas as áreas de produção para poder gestar com eficiência. É minha obrigação conhecer todos os processos de produção da carne e da ração, e principalmente, se peixes estão sendo bem tratados”, apontou.

Por ser do sexo feminino, a jovem revela que ainda existe um “machismo” dentro das empresas, e que muitos homens não aceitam se subordinar a uma mulher. “Gerenciar pessoas na teoria, em sala de aula é fácil, mas na pratica é outra coisa, ainda mais se tem um grande número de homens que não aceitam mulher ser gestora”, relatou.

Segundo o professor Wendel, há 20 anos a graduação era chamado de Engenharia Industrial, e como dentro da grade curricular tinha muita parte financeira, análise de custo e tomadas de decisões, o Ministério da Educação (MEC) mudou a nomenclatura do curso.

O professor orienta para quem pretende ingressar no curso deve fazer um teste antes, pois segundo ele, não se trata de uma engenharia focada em determinada área ou serviço. “A profissão é multidisciplinar, pode atuar Engenharia de Logística, Pesquisa Operacional, na Qualidade, Meio Organizacional, Econômica, do Trabalho, da Sustentabilidade e Educação”, pontuou.

(66) 3023-3050