JÁ É ALUNO?
11/11/2015 00:00:00

NPJ: acadêmicos se dizem satisfeitos com Estágio

Autor: Daiana Spier

O Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da Faculdade Fasipe é o local onde os acadêmicos do curso de Direito podem unir o conhecimento teórico e a necessidade prática para se tornaram profissional capacitados para o mercado de trabalho. O NPJ atende somente casos de família tais como divórcio, pensão e guarda para pessoas hipossuficientes, ou seja, pessoas que não tenham bens superior a R$ 30 mil.

A acadêmica Meyre Coimbra, do 10º semestre, relata como é feito o atendimento inicial do NPJ. “Inicialmente é verificado se o cliente atende aos requisitos. Se a resposta for positiva, damos continuidade para que a pessoa relata o motivo de ir até o Núcleo e verificamos qual é a ação cabível, qual a melhor solução para resolver o litígio. É preenchido uma ficha com os dados das partes e dados dos documentos, endereço um protocolo com os documentos necessários para retornar ao NPJ”, explica.

Os acadêmicos iniciam as atividades práticas a partir do 7º semestre. Mas muitos se mostram ansiosos. Esse é o caso da acadêmica do 6º, Rafaela Gadani. “Eu ainda não faço estágio no NPJ, mas estou ansiosa. Eu acredito que é uma maneira de começarmos a colocar em prática o aprendizado que temos. Apesar de ser um pouco restrito, pelo fato de não ser todo o tipo de ‘conflito’ que pode ser feito eu acredito que é um bom começo para nos habituarmos com o dia a dia de nossa futura profissão”, afirma Rafaela.

Os acadêmicos do 10º semestre realizam o estágio no Núcleo localizado próximo ao Fórum, no centro de Sinop, e os alunos do 7º ao 9º realizam o estágio no Núcleo, localizado no Jardim Florença próximo à Fasipe.

De acordo com a coordenadora do NPJ, Aline Marcon, o trabalho realizado no Núcleo é o espelho do que os acadêmicos serão no exercício da profissão. “Tem o lado didático do atendimento, com a interpretação dos problemas e as buscas pela solução, e o lado humano, tendo a sensibilidade de saber que o problema de um pode ser parecido com o do outro, mas nunca igual”.

Já para o coordenador de Direito da Fasipe, Rodolfo Fares Paulo, a prática é essencial. “A OAB tem exigido cada vez mais que as instituições de ensino ofereçam a parte prática, para que o aluno seja capaz de chegar à atuação em alto nível. Dessa forma, ele realiza o atendimento ao cliente, acompanha (cliente e advogado) nas audiências e acompanha todo o procedimento processual”, destaca Fares.

Meyre Coimbra explica as responsabilidades de cada um dos alunos ao iniciar o estágio. “Nós do 10º apenas realizamos o primeiro atendimento e agendamos os próximos. As petições são realizadas pelos demais semestres já com horário marcado e portando os documentos necessários. Cada aluno fica responsável por acompanhar todo o processo que iniciou. Sempre olhas as movimentações, comparecer às audiências e protocolar algum recurso”, detalha.

Ao ser questionada sobre a exigência do tempo de estágio, a futura advogada não faz reclamações, muito pelo contrário, ela demostra-se satisfeita com a exigência do curso.

“Eu adoraria ter mais momentos de prática, nós aprendemos muito. Eu optaria por iniciar mais cedo, não apenas no sétimo semestre. Entretanto, a partir desse estágio já temos uma bagagem para atender um cliente com conflito e começar com o pé direito na nossa profissão”, finaliza.

(66) 3023-3050