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10/10/2016 00:00:00

LER e DORT têm cura com procedimentos fisioterapêuticos

Autor: Roneir Corrêa

A LER – Lesão por Esforço Repetitivo -, e a DORT – Doença Ósseo Musculares por Repetição de Trabalho -, são duas doenças ocasionadas por exercício repetitivo que mais tem acometido a classe trabalhadora brasileira e que não está restrita a uma única atividade trabalhista.

Segundo o professor-especialista Marcos Soares, que leciona traumato-ortopedia na Faculdade de Sinop (Fasipe), os profissionais de escritório, banco, que trabalham com computador, digitação, entre outras, são os mais vulneráveis à essas doenças.

“Toda vez que tu executas o teu trabalho e desenvolve o mesmo movimento por diversos dias de uma forma errada ou não-ergonômica, vai te ocasionar uma doença, inflamação, uma tendinite ou tendinose - que é uma patologia referente a esse sistema locomotor (músculos, tendões, ligamentos, nervos) -, naquela região onde tu estás trabalhando de forma errada”, explica.

A LER e a DORT iniciam com uma pequena inflamação no músculo ou região que está sendo trabalhado de forma repetitiva. Se não tratada, pode agravar até um possivel rompimento de ligamento. “O processo vai começar por um processo inflamatório, mas pode evoluir para uma calcificação, que pode evoluir para uma lesão, para um trauma maior, e chegar a romper o tendão”, disse.

Soares afirma que quanto mais cedo o paciente buscar tratamento, mais rápido e simples será o processo aplicado. “No início a gente consegue tratar o problema com um procedimento fisioterapêutico mais simples. Conforme vai evoluindo a gravidade a gente começa aplicar mecanismos mais eficazes, mais primorosos, com medicamentos. Quando chega a romper o tendão aí é necessária a aplicação de um procedimento cirúrgico”.

A afirmação de que ambas doenças não têm cura, é contestada pelo professor. Segundo ele o que acontece na maioria das vezes é que o profissional acometido pela LER ou DORT é afastado das atividades trabalhistas para o tratamento, mas logo após os procedimentos e a cura, torna a desenvolvê-las. Com isso a doença volta a atingir o paciente.

A fisioterapia tem hoje diversas técnicas de tratamento. Há profissionais que trabalham com a manual, com a acupuntura, hidroterapia, cinesioterapia, eletroterapia entre outras. Na visão do especialista Soares, o aconselhável é usar todas elas durante o mesmo tratamento.

“O mais correto, o que seria mais efetivo, é a mescla desses procedimentos, porque você vai pegar o melhor de cada uma e aplicar em seu paciente e obter um resultado mais rápido e eficaz” concluiu.

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