JÁ É ALUNO?
20/09/2014 00:00:00

Geral

Jornalismo investigativo: a parte perigosa da notícia

Autor: José Roberto Gonçalves

O curso de Jornalismo realizou na quinta-feira (18), dentro da programação do VI Congresso Científico Fasipe (Concipe) a palestra “Jornalismo investigativo: a parte perigosa da notícia”, com o assessor jurídico, detetive e jornalista Leandro Sérgio Mussi. Perigos, desafios e adrenalina são alguns dos ingredientes que esta especialização traz para quem tem sangue frio e nervos de aço.

Aos acadêmicos, Mussi narrou algumas experiências próprias sobre a investigação, jornalística ou não. “Minha meta é mostrar ao estudante que esta área requer enorme cuidado, atenção e, principalmente, dedicação. É necessário abrir mão de certas coisas, como o prazer de ficar perto da família o tempo inteiro, ‘desaparecer’ do mundo sem falar a ninguém onde está ou o que está fazendo. Para mim, é incrível poder trazer a vivência que tive ficando invisível, ou pelo menos tentando ficar”, relatou o palestrante.

Noções de como agir em determinadas situações, equipamentos que são imprescindíveis e os riscos da profissão foram relatados por Leandro Mussi, que está na área da investigação há 18 anos. “Você muda seu nome, seu perfil, até treina para saber mentir. Tudo isso é o básico do básico, porque uma investigação requer mais do que simples escolha, e sim uma adaptação àquele modo de vida. Incorporar um personagem é fundamental para ser bem-sucedido”.

E quanto tempo leva para produzir uma matéria investigava? “O jornalista pode trabalhar dias, semanas e até meses para concluir uma única matéria. Por isso o apoio do veículo de comunicação, inclusive, é fundamental. O resultado pode ser fantástico, com um resultado dentro ou além das expectativas. Mas também é importante o profissional se conscientizar que, durante o processo, a investigação pode tomar novos rumos”, reitera Mussi.

Após a palestra de quinta, Leandro Mussi voltou no sábado (20) à Fasipe para trazer atividades práticas (workshop), mostrando instrumentos que podem, por exemplo, acoplar câmeras escondidas, ferramentas básicas de trabalho, e – o mais interessante – uma simulação em que o acadêmico passa por uma ‘sessão’ de questionamentos, tendo que controlar suas reações mediante uma situação de tensão. “O jornalista fica sujeito a todo tipo de desventura, por isso é importante que ele saiba como lidar”, encerra o jornalista.

(66) 3023-3050