JÁ É ALUNO?
10/06/2017 00:00:00

Direito traz juiz do trabalho para Audiência Simulada Trabalhista

Autor: José Roberto Gonçalves e Priscila Giroletta

O curso de Direito da Faculdade Fasipe realizou nesta sexta-feira (9) uma Audiência Simulada. Ela é feita com o objetivo de dar a oportunidade aos alunos de aliar teoria e prática das disciplinas e mostrar a importância dessa junção.

O projeto é de responsabilidade dos professores Gabriel Caldas e Elisângela Marcari. A Audiência Simulada Trabalhista foi realizada no auditório da Fasipe, e contou com a participação especial do juiz da 1ª Vara do Trabalho de Sinop, Dr. William Guilherme Correia Ribeiro.

Após o evento, ele conversou com a nossa reportagem.

 

PRISCILA GIROLETTA – Essa não é a primeira vez que o senhor vem à Fasipe. Qual a importância de sua participação junto aos alunos nesse evento?

DR. WILLIAM RIBEIRO – A atividade acadêmica é algo que muito me fascina, acho importantíssimo os profissionais do Direito contribuírem com a formação dos alunos, para que nós tenhamos cada vez mais profissionais qualificados. Então dentro da minha área de atuação eu sempre me coloco à disposição para estar contribuindo com as entidades acadêmicas da nossa região na formação dos alunos, naquilo que a minha experiência prática pode auxiliar.

 

PG – Quais personagens estavam envolvidos nessa audiência simulada?

WR – Os professores escalaram alunos para representarem o autor da ação, na pessoa, hipoteticamente, de um trabalhador e seus advogados, e no outro polo do processo um empresário, uma sociedade de empresas representadas pelos seus sócios, que também constituiu outros três advogados. Todos são alunos, mas eles elaboraram todas as peças processuais e necessárias para que no momento de uma audiência de instrução, quando a gente interroga as partes e ouve testemunhas, eles elaboraram todas as peças necessárias para que o juiz pudesse enfrentar as questões que estevam pendentes de controvérsias.

 

PG – O nível de responsabilidade do aluno em uma simulação reflete a atuação dele em uma situação real?

WR – Eu acho que a gente busca neste tipo de ambiente, ainda que seja controlado, determinadas intercorrências que acontecem no dia a dia, que acabam se reproduzindo aqui, e isso contribui para que o aluno se sinta um pouco mais seguro para que num momento posterior à sua formatura ele tenha condições de desempenhar a atividade profissional já consciente dessas dificuldades.

 

PG – Para quem quer trabalhar na área trabalhista, quais dicas e orientações o senhor pode nos dar?

WR – A primeira é comum a qualquer área do Direito: estudar bastante, se aprofundar à legislação trabalhista. Ela é dinâmica e está passando por um momento de evolução, de repensar o papel da relação de trabalho, da relação de emprego na sociedade, então isso exige do profissional um engajamento maior nos estudos. Nós temos também, na parte processual, a vigência de um novo Código de Processo Civil (CPC), que tem aplicação também no processo do trabalho, e ele traz muitas ferramentas e mecanismos que exigem uma ampla compreensão do profissional, do juiz, do membro do Ministério Público, do advogado, no manejo dessas ferramentas. Então para que isso tudo transcorra de uma forma tranquila, é importante o aluno já se preparar para o mercado de trabalho aprofundando seus estudos.

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