As portas do Centro de Atendimento e Pesquisa em Psicologia (CEAPP) já estão abertas para receber os pacientes. Os atendimentos são feitos de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 11h30, no período da manhã e das 13h às 17h, no período vespertino. Todos eles realizados pelos acadêmicos do curso de Psicologia da Faculdade Fasipe, sob a supervisão dos professores especializados.
O responsável geral é o coordenador do curso, Alan Murilo da Silva. Ele relata que são recebidos, aproximadamente, 450 pacientes por mês que precisam de tratamento psicológico. Além disso, a faculdade mantém uma parceria com o Fórum da Comarca local que encaminha cerca de 120 casos, semestralmente.
“Hoje nós temos disponível a triagem, trabalhamos psicoterapia individual para todas as idades e temos os trabalhos realizados em grupo. Mantemos uma parceria com o Fórum – com a Segunda Vara Criminal –, de onde atendemos casos, principalmente, os enquadrados na Lei Maria da Penha”, disse Silva.
No primeiro contato com o paciente, os estagiários promovem o acolhimento com a finalidade de proporcionar segurança ao atendido. “Assim que a pessoa chega é feito a triagem. São pegos os dados principais, o porquê veio, faz o acolhimento e o primeiro atendimento. Esse primeiro passo é mais uma escuta. Depois a ficha do paciente é passada ao supervisor, que encaminha para algum estagiário que começa o tratamento propriamente dito”, esclareceu o estagiário Guilherme Morello Werlang.
Ele cita ainda que o centro proporciona um momento único na vida de todos os acadêmicos que estagiam e um sentimento que a teoria não é capaz de promover. “É perfeito e essencial. Acredito que não tem como completar a formação sem esse centro. É interessante porque ele te muda como pessoa. A partir de quando se faz o primeiro atendimento, que se tem o contato com o paciente e que ele conta algo que nunca disse a ninguém, é impactante. Você sai da sala até emocionado”.
O coordenador cita que a existência da clínica é para poder dar um espaço para que o aluno aprimore seus conhecimentos. “É proporcionar um espaço para que nosso acadêmico possa realizar os estágios, logicamente, voltado para área da psicologia clínica e também atender a sociedade, fazer a nossa parte de prestação de serviço à comunidade”, falou Silva.
Apesar dos atendimentos serem realizados por acadêmicos em formação, as informações expostas pelos pacientes são guardadas com todo o sigilo. O CIAPP cumpre com a exigência do Código de Ética da Psicologia. “A ética da clínica é total, como se fosse profissional. Ela segue o Conselho de Ética Profissional, tudo o que é falado é mantido extremamente em sigilo. Caso aconteça de algum estagiário atender outro aluno, o assunto nunca será falado. Eu nem cumprimento ele se ele não me cumprimentar. O sigilo é total”, finaliza Werlang.