O Congresso Nacional sancionou recentemente uma lei que institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno e com isso passa a ser chamado Agosto Dourado. Esta lei diz que no mês de agosto ações intersetoriais de conscientização e esclarecimentos a respeito da importância do aleitamento materno, serão intensificadas.
O mês do aleitamento materno tem o intuito de reforçar que o ato de amamentar traz benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, e que estes benefícios perduram até a vida adulta da criança, reduzindo riscos de muitas doenças.
A amamentação deve ser estimulada logo que a criança nasce ainda na sala de parto, esta produção de leite ocorre nas células epiteliais dos alvéolos da glândula mamária, onde são sintetizados os constituintes do leite que são liberados na luz dos canais lactóforos. A medida que o bebê suga uma modificação ocorre de forma maravilhosa, com o amadurecimento do leite trazendo logo nas primeiras mamadas anticorpos através do colostro este processo dura em torno de 3 a 4 dias após o parto onde ocorre a apojadura.
Nos aspectos nutricionais este leite é adequado para o bebê em todos os aspectos atendendo assim as suas necessidades de micro e macro nutrientes assim como vitaminas e minerais. As gorduras do leite materno são em forma de suspensão fazendo assim com que o bebê tenha um crescimento adequado e seu sistema imunológico seja desenvolvido, quando somente amamentado exclusivamente.
São poucas as mães que o leite não são suficientes para o bebê somente naqueles casos de desnutrição grave, os demais casos o leite materno atende a necessidade da criança. É preciso dar-se um cuidado especial no momento da amamentação para que seja de forma correta.
Os benefícios da amamentação são inúmeros tanto pra mãe quanto para o bebê, mães que amamentam tem menos riscos de desenvolver câncer de mama, além de voltarem a seu peso ideal rapidamente, o que é ótimo para a mamãe que muitas das vezes engordam mas que o ideal para a gestação.
O leite humano tem composição variável de acordo com o estágio de lactação, a quais chamamos de colostro, leite de transição e leite maduro, esperando da mamãe não oferte nenhum outro alimento até os 6 meses de idade da criança. O leite materno é suficientemente sem precisar ofertar chás, água e até mesmo o uso de chupetas é dispensável. Estudos comprovam que crianças que iniciam uma alimentação complementar precoce ou tardia, desenvolvem intolerâncias do tipo APLV a lactose e outras, então é preciso que as mães estejam atentas a este ponto elementar e crucial.
Lembrando que a amamentação traz várias vantagens, pois é fácil operacionalmente, imediatamente disponível e não precisa ser misturada a nada, está sempre na concentração adequada, não necessita adicionar nem diluir, não é necessário ler as instruções além de ser mais prático. Então fica a sugestão para a saúde: Adote a Amamentação exclusiva até os 6 meses e após a alimentação complementar continuando até os 2 anos, seu filho vai agradecer.