Colocar-se no lugar do próximo é o primeiro passo rumo a uma sociedade mais justa. Foi assim que os acadêmicos do curso de Jornalismo, Alessandra Lima Nascimento e Roneir Corrêa de Menezes, colocaram em prática um projeto buscando a inclusão social dos deficientes visuais, o livro “Jornalismo em Braile”.
“Eu já tinha a ideia de fazer algo voltado para os deficientes. E dentro da disciplina de Trabalho de Iniciação Cientifica (TIC), surgiu a oportunidade de trazer o deficiente visual para o jornalismo”, explicou Alessandra.
A dupla se uniu com o objetivo de publicar uma revista escrita em braile, mas as dificuldades os levaram a publicar o livro. Entre obstáculos apontados pelos autores está a falta de publicações sobre o tema.
“O mais difícil foi encontrar obras publicadas sobre o braile no jornalismo. A saída foi usar uma pesquisa científica dentro de psicologia. Quando estávamos fazendo a pesquisa, descobrimos uma revista publicada dentro de um instituto, era experimental. Acabamos não citando ela devida a falta de informação sobre o projeto e execução”, contou Corrêa.
Outra dificuldade encontrada foi a falta de recursos. “O trabalho foi voltado para a produção da revista. Levamos a ideia até o fim, mas o alto custo de produção, em média R$ 40 por exemplar, impossibilitou”, lembrou o autor.
Os autores buscaram uma parceria com o Instituto Criança para desenvolver a revista. A entidade trabalha com crianças deficientes visuais e transcreve livros para o código braile. “A princípio tentamos a parceria com o instituto, para que elaborássemos a revista e eles imprimissem, mas não foi aceita, porque havia apenas uma agulha e era usada nos livros. Eles temiam que ela fosse quebrada e ficassem sem, devido ao preço elevado. A entidade acabou auxiliando com a pesquisa de público”, explicou Corrêa.
A obra pode ser comprada pelo www.clubedeautores.com.br, pelo valor de R$ 24, além de no formato de e-book.