Todo embasamento teórico adquirido em um curso é essencial, mas para complementar, unir a prática e a teoria é um dos métodos infalíveis para a melhor compreensão do que está sendo ensinado.
O curso de Análise e Desenvolvimento de Sistema (ADS) está sempre em busca de colocar em prática e possibilitar aos acadêmicos desenvolverem projetos relacionados às disciplinas. Com essa perspectiva, os acadêmicos do curso começaram a desenvolver trabalhos práticos, um deles é a Automação da Irrigação do Solo.
Eles desenvolveram um software que configura no sistema, como e quando ele deve irrigar, por exemplo, se a umidade baixar ou a temperatura subir, automaticamente o sistema libera a irrigação. Além de tornar automática a irrigação, o projeto também terá um processo para reaproveitar essa água. Nessa primeira fase, os alunos do 4º semestre trabalharam somente na parte da eficiência do processo.
Este projeto é voltado para o ensino pedagógico, explica o professor responsável, Renato Torres. “O foco inicial é fazer que o aluno percebesse o seu conhecimento sendo colocado em prática”.
O grande objetivo é fazer com que os acadêmicos trabalhem em equipe, cada um tem uma participação. Renato explica que foi organizado como ocorre nas empresas, eles têm prazo para a entrega de cada etapa, “Cada integrante tem sua função no projeto, onde possuem um cronograma a ser respeitado, pois as tarefas são interdependentes”.
Apesar de o objetivo principal ter sido atingido, os acadêmicos passaram por algumas dificuldades, como em encontrar materiais, situação que tiveram que resolver sozinhos. “Eles perceberam na prática que elaborar um projeto não era uma coisa simples, por mais que o tema aparentemente fosse fácil, não era. Eles lidaram com conflitos, atrasos, uma série de problemas do dia a dia de uma empresa”, conta Torres, completando que essa experiência foi o grande sucesso do projeto.
O planejamento foi em setembro do ano passado e começou a ser desenvolvido em março. A previsão para a conclusão é 2017, pois é um projeto que será passado para outros acadêmicos poderem colaborar, assim finalizando. “Vai ter uma equipe de transição, tanto é que toda a documentação que eles geraram permite que tudo aquilo que foi feito seja levado a diante para outra equipe tocar”, Renato complementa que eles tiveram uma ideia de como funciona uma empresa, cada integrante contribuindo e sendo o resultado final o produto.